Palácio da Justiça
A primeira sede do Tribunal de Justiça, em 1874, localizava-se na Rua Boa Vista,
20, época em que era denominado “Tribunal da Relação de São Paulo e Paraná”. Contava
com apenas sete desembargadores e era presidido pelo cearense Tristão de Alencar
Araripe.
Com a promulgação da Constituição, em 1891, surgiu o “Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo”.
Em razão do crescimento demográfico e da expansão do judiciário
paulista, fez-se necessária a construção de uma sede para abrigar o Tribunal de
Justiça, até então instalado em casarões precários no centro de São Paulo.
O arquiteto
Ramos de Azevedo foi incumbido do projeto, mas devido a problemas burocráticos e
à demolição do quartel da cavalaria instalado no local, somente em 1920 foi lançada
a pedra fundamental deste marco arquitetônico da Cidade.
A maioria dos operários
empregados na construção do prédio eram imigrantes italianos e espanhóis. A presença
de grandes espaços tornou a obra pioneira no uso de estruturas metálicas. Sua fachada
foi inspirada no Palácio da Justiça de Roma, com acabamentos luxuosos e ornamentado
com figuras, cariátides e símbolos do judiciário.
Após 13 anos, em janeiro de 1933,
começaram as atividades no Palácio da Justiça; uma segunda inauguração ocorreu em
25 de janeiro de 1942, em homenagem à cidade de São Paulo pelo seu 388º aniversário.
O Palácio da Justiça, considerado monumento histórico de valor arquitetônico e interesse
cultural, foi tombado pelo CONDEPHAAT em dezembro de 1981.